Despigmentação de Sobrancelhas

Despigmentação de Sobrancelhas

Você chega no espaço de trabalho de uma determinada profissional para realizar o procedimento de micropigmentação e fica à vontade. Ela termina a aplicação e você acha interessante. Poucos dias depois, sua sobrancelha fica azulada, esverdeada ou com o design errado. Caso isso ocorra com você, fique calma. Existem soluções.

A despigmentação – seja elétrica ou por meio de soluções químicas – é um método que tem como objetivo corrigir falhas e problemas causados por procedimentos malsucedidos. Seja por inexperiência do profissional, produtos de baixa qualidade ou metodologia incorreta de biossegurança, a despigmentação pode salvar a sua baixa estima.

 

Despigmentação Elétrica

Apesar da situação parecer crítica devido ao procedimento errado na pele – ou ainda devido à cor alterada -, o laser pode ser utilizado para remoção. O aparelho elimina o pigmento e o organismo da cliente fica responsável por expulsar partículas de pigmento restantes.

O procedimento é realizado a partir do direcionamento do laser para a área que contém pigmento por menos de um segundo, passeando pela pele e atingindo os locais necessários. O laser faz um processo chamado de cauterização, onde a pele recebe “queimaduras” de pequenas intensidades na região pigmentada. Segundo a profissional Aline Provinciali, quanto mais escura a cor, mais fácil a remoção.“O laser faz a explosão da partícula do pigmento em fragmentos menores, facilitando a ação do sistema de defesa. Ele é eliminado através do sistema urinário e intestino”, explica.

Normalmente, o laser não remove na totalidade pigmentos azuis, verdes e vermelhos, apesar de ser de alta intensidade. Na opinião de Aline, o laser faz o clareamento da área, permitindo a correção e redesenho do trabalho com segurança. “Usado corretamente, o laser não altera o extrato cutâneo e, por isso, tem sido a primeira opção para remoção de trabalhos de baixa qualidade”, afirma.

Em relação à dor, o laser ocasiona certo desconforto devido à penetração da luz e cauterização, é um processo extremamente complexo e custoso para o paciente e também para o profissional. Um bom laser custa alguns milhares de reais e, para amenizar a dor, é aplicada pomada anestésica.

 

Despigmentação com soluções ácidas

O ácido, por sua vez, é responsável por estimular o surgimento de novas células, que renovam a pele e expulsam o pigmento. São utilizados diversos compostos químicos para causar reação suficiente para substituir a pele antiga. É indicado que o procedimento seja realizado em pessoas cuja pele esteja com o pigmento em sua camada mais superficial e seja recente.

É possível que os pelos restantes caiam durante a despigmentação a laser, mas isso pode ser evitado com uma avaliação. Caso o desenho esteja por cima dos pelos originais, há uma tendência de quedas. Após o procedimento, o paciente deve tomar cuidados semelhantes à micropigmentação: utilizar pomada cicatrizante e hidratante, além de evitar piscina, praia e sol forte. Além disso, NÃO é indicado arrancar as cascas que podem surgir no entorno do machucado.

Despigmentação com solução salina

A despigmentação com solução salina – como o próprio nome diz – é feita com sal. Antes, a técnica consistia em esfregar o sal sobre a tatuagem até resultar em lesão na pele. Após isso, era feito um curativo com sal e gaze, umedecido durante 24 horas. O processo que durava diversas sessões e resultava em clareamento parcial, tinha como fundamento causar agressão e depois a renovação natural da pele.

Nos dias atuais, o dermógrafo é utilizado junto à solução salina, que é colocada na pele. Com o dermógrafo, o profissional lesiona a pele e causa ressecamento. A cútis manda o pigmento para fora e é formada uma crosta. A técnica não é muito indicada por causar problemas como a desidratação. É possível que, após a aplicação da técnica, a cliente comece a observar complicações como queloide e hiperpigmentação.

 

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