Biossegurança na micropigmentação

Biossegurança na micropigmentação

A biossegurança na micropigmentação é um fator determinante no sucesso do procedimento. A profissão não se faz apenas com fios belos, bom design e conhecimento sobre a colorimetria dos pigmentos e reação da pele. É fundamental que o profissional entenda e execute processos seguros relacionados à higiene e cuidado com o cliente para executar o trabalho da melhor forma.

O profissional tem como princípio e obrigação seguir regras e normas estipuladas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conseguir o Alvará Sanitário e Licença de Funcionamento para a regularização do espaço de trabalho. Devido a inúmeros fatores que serão expostos a seguir, a falta de cuidado pode representar riscos ao paciente. Algumas medidas de higiene – e de bom senso – podem praticamente excluir as chances de contaminação. Primeiramente, os produtos utilizados têm de estar dentro do prazo de validade.

É essencial que o profissional proteja o dermógrafo e o Tebori, além dos outros equipamentos com plástico filme. É preciso também se preocupar com a higiene e antissepsia da pele do cliente, para que não ocorra nenhum problema de contaminação. Para se proteger e tornar o ambiente o mais limpo possível, o micropigmentador deve utilizar toucas, lençol para maca, luvas e máscara, assim como agulhas ou lâminas descartáveis. As agulhas, lâminas, pinças e todos outros itens utilizados precisam estar esterilizadas em estufa e autoclave. Itens como agulhas e lâminas devem ser descartadas após o uso em caixa de resíduo hospitalar, sem possibilidade de reutilização.

É importante utilizar produtos que tenham origem confiável e esterilizados. Os produtos que seguem as normas da Anvisa são esterilizados através de raios gama – que matam todas as bactérias – tendo em vista que durante o processo de produção os produtos como o ferro são contaminados, além das agulhas. Após a produção, o fabricante é obrigado a enviar tudo à esterilização e, após isso, tudo está pronto para comercialização. Ao comprar produto de origem duvidosa o profissional assume riscos, porque estes itens não têm obrigatoriedade de esterilização. O micropigmentador deve ter em mente que pode ter comprado produto contaminado, o que pode resultar em problemas para si e para os clientes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *